sábado, 17 de julho de 2010

Luiza

Luiza é o nome da minha filha. Ela não existe ainda. É só uma ideia. Mas ela tem nome. Olhos castanhos claros. Cabelos encaracolados. Ela é espontânea e sapeca. É esperta. Corajosa Ninguém lhe fará de besta.
Luiza sabe a hora de entrar e de sair. A hora de brigar e de ficar calada. Luiza é muito querida por todos. É uma ótima companhia.
Não terá aquela chatice de adolescentes que odeiam as mães. Ela vai adorar a mãe, como a mulher mais importante da sua vida.

Ela vai ser feliz. Ser amada e respeitada. Vai ser d'Aventura! Do mato. Da montanha. Do rio. Do mar. Ela vai ser linda.

Luiza virá em algum momento ao mundo. Para iluminar a vida de todos nós.

domingo, 11 de julho de 2010

E se você só tivesse 30 dias?

Trinta dias. Somente trinta dias.
Parece pouco. Parece muito. Depende de que lado da ponte você está.
Indo. Ou esperando para voltar.
Um dia você percebe que o Sol está mais brilhante. As coisas se desenrolam mais facilmente.
Até a chuva parece mais agradável.
Um dia o trânsito não incomoda. As pessoas ficam mais educadas. Simpáticas. Bonitas.
Um dia você pensa que chegou a hora.

Aí você descobre. Você (só) tem trinta dias. O que vai fazer com o seu tempo é escolha sua.
Não há encantamento que dê jeito... nem amigo do peito... que resolva. O tempo não estica nem encolhe. O tempo é.
É frio. Implacável. Matemático. Contínuo. Ele não pára para você pensar. Decida-se. Já lhe restam 29 dias e 23 horas.

Não há mais razão para pensar. Protelar. Se esconder. Há sempre uma escolha. Desistir, porque não vai dar tempo mesmo. Insistir porque ainda dá tempo....

Enquanto escolho, o tempo passa. Já são vinte e nove dias e 22 horas. Enfm, decido. Melhor experimentar que sonhar. Melhor se arrepender agora que depois. Melhor aproveitar cada dia como se fosse o último.
Mas ainda assim, sem excessos. Sem euforia. Sem ansiedade.

Provando cada pedaço de bolo. Cada gole de chá. Cada lufada de ar. Cada beijo. Cada abraço. Cada toque. Atenciosamente. Sem pressa. Congelando o tempo enquanto estamos juntos. Por isso, saio sem relógio.
Não preciso saber das horas.

Não há razão para pensar no futuro agora. O que é ou o que poderia ter sido. Ou o que virá a ser. Não há razão para sofrer. O tempo que eu tenho e que tu tens é o tempo que nós temos. É nosso. Faremos o que bem quisermos dele.

E que esse tempo faça bem. Para mim. Para ti. E que o resto do tempo. Das nossas vidas... Seja como Deus quiser.