quinta-feira, 31 de maio de 2018

Andaluzia de bici - Etapa 4 - Tarifa


Confesso que nem sabia da existência de uma cidade com esse nome. Certamente meus professores a mencionaram no capítulo da Expansão Árabe, mas eu me olvidei totalmente. Devia estar colando figurinha da copa nessa aula...

Tarifa é uma cidadezinha muito simpática. Descobri ao chegar que é a capital do kitesurf. Vem gente de muitos países para praticar aqui, graças ao vento constante e às praias. Também é um ótimo lugar para o mountainbike. Tem muitas trilhas e é bem fácil alugar bici. Vi umas "Scott" que, a medir pelo teor de lama, devem ter se divertido muito!

Nosso objetivo em Tarifa era dar uma pausa no pedal e fazer um "pitstop" do outro lado do Estreito. Até agora, já acumulamos 85km de bike e 40 km de trekking. Nada mal, para quem está de férias!!!😉

Se eu conhecesse (ou se tivesse estudado melhor o lugar) teria reservado mais tempo. Fiquei encantada com as possibilidades de trilhas que a cidade oferece. Uma rara combinação de mar e montanha. Vale a pena explorar.

Mesmo com pouco tempo, fizemos uma longa caminhada pela praia. Foram 10km sobre pedras, areia fofa, uma vista deslumbrante e um espetáculo colorido de kitesurfs cosmopolitas.





Fizemos um lanchinho em um bar na cidade. Estranhamente quase não achei opções vegetarianas. Veganas então, nem pensar. O que ouvi de "tem salada", "tem peixe" e "tem frango" foi pra lá de irritante! Consegui me virar com um pãozinho torrado que veio com queijo e nozes e um café. Até que estava bom....😊.

Jardim Hotel Punta Sur
Depois do lanche, fomos descansar da caminhada no hotel. Aqui, vale uma propaganda. Escolhemos pelo Booking, meio em cima da hora, mas foi uma agradável surpresa. Ficamos no Hotel Punta Sur. Fica antes da entrada da cidade, mas dá para chegar na vila de trekking ou de carro.  Nós fomos a pé pela praia e voltamos de taxi. A corrida dá uns 10 euros.

À noite, uma revoada de pássaros veio se reunir em uma árvore em frente ao nosso quarto. Pela manhã cedinho, voltaram ao mesmo ponto. Dormir e acordar com os sons da natureza é não só relaxante, mas sem dúvida terapêutico.

Eu prestei muita atenção aqueles sons, pois queria que ficassem gravados na minha memória para sempre. Agora mesmo, se fechar os olhos, quase posso ouvir o som do vento e daqueles pássaros.

Outra coisa que me chamou a atenção foi a quantidade de cataventos. Com ventos moderados, mas constantes ao longo do ano, parece um lugar perfeito para gerar energia. O parque eólico de Tarifa foi inaugurado em 1993 e na época era o maior da Europa, com produção anual capaz de atender 25 mil famílias (dados: El País)

Tem tanto vento.... que dá para estocar.......sob a forma de MW, né gente?!

Moinhos de vento - Tarifa
Moinhos de vento  - Tarifa

Amanheceu e eu estava faminta. Aliás, tudo o que tenho feito nessas férias é pensar em comer...estou parecendo aquelas estampas de camisetas....
Popular estampa de camiseta - #merepresenta
Pegamos o barco para Tangier às 11:00, sem ainda saber se conseguiríamos alcançar nosso objetivo no Marrocos: conhecer Marrakesh..... Vamos pisar pela primeira vez em solo africano. A expectativa é alta! #PartiuMarrocos... Até breve!

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Andaluzia de bici - etapa 3 - Cádiz

Nosso terceiro trecho foi na pequena Cádiz

Cádiz (ou Cádis, pelo novo acordo ortográfico) é uma cidade portuária, fundada lá por 1100 a.c. pelos Fenícios. É um importante entreposto comercial desde os tempos mais remotos. Chegou a rivalizar com Sevilha e tomou seu lugar como sede da "Casa da Contratação" - Uma espécie de sede do controle alfandegário da Espanha.

Catedral de Cádiz
Rivalidades à parte, achei Cádiz uma delícia. Um cheirinho de mar com temperos, muitas cores, muita luz e um Sol vibrante capaz de energizar até os seres mais melancólicos do universo. Não há como ficar triste, muito menos parado!
A primeira tarde foi passeando a pé. Foram 7km de belas paisagens, parques e monumentos.

O segundo dia foi usado para explorar a cidade de bike. Alugamos duas bicis de montaña com um simpático lituanês e nos aventuramos no meio de ruas estreitas e pedestres distraídos.

A cidade tem poucas ciclovias e quase nenhuma regra. Excetuando que não se pode pedalar na contramão, o resto vale tudo. Pedalar na calçada é a Lei! A cidade está em obras e há ciclovias no novo projeto urbano. Acho que quem vier no ano que vem vai encontrar uma cidade bem mais bike-friendly.

A cidade parece uma "mãozinha" aberta sobre o mar. Era chamada pelos marinheiros de "La tacita de plata" pelo brilho que refletia na direção dos navios.

Fizemos a volta toda, passando por todas as linhas coloridinhas, que são as rotas de interesse turístico. Muitas pausas para tirar fotos e ficar admirando esse lugar mágico.
À tardinha, demos uma esticada mais ao Sul até o "Paseo Maritimo" com suas belas praias, gente colorida e muito espaço para pedalar, caminhar ou simplesmente contemplar a natureza.

O trecho total de bike foi de 25km. Não é muito, mas foi suficiente para conhecer os melhores pontos turísticos. Cádiz me encantou. Comida boa, pessoas simpáticas e um visual lindo. Vi na internet que Cádiz é cidade irmã de São Pedro da Aldeia, outra simpática vila do litoral do Rio de Janeiro (https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Cádis)

Aqui tem outro descritivo legal da cidade: https://losviajesdepepa.com/2016/06/06/cadiz-la-tacita-de-plata/

Entardecer Playa Victoria
Puerta de Tierra
Passeio pela bicivía. Vista para a catedral
Mercado municipal
La Perla
Buen Camino