terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Meia-Noite em Paris | Crítica Cinema | Omelete

Meia-Noite em Paris Crítica Cinema Omelete

Já tinha ouvido falar muito deste filme. Na ocasião em que passou no cinema, não fui ver. Nem lembro porquê. Enfim, aluguei e vi. Gostei muito.

Woody Allen é repetitivo, excêntrico e egocêntrico.O personagem principal das suas obras é sempre ele mesmo. Porém, nesse filme, ele se reinventa, embora continue se repetindo. O cenário muda. De Nova Iorque para Paris. Contudo, o noivo neurótico e a noiva nervosa lá estão. A crítica ácida a classe média americana lá está. O pedante, a família, a cidade... estão todos lá.

Os primeiros cinco minutos são um desfile de ruas, pontes, avenidas, cafés... Não há uma só palavra. Só música e belas cenas. Um passeio pela Cidade Luz. Lindo. Paga o filme.

Não vou contar mais nada. Confira. Vale a pena. Assista legendado para curtir o sotaque dos personagens e aproveite bem o passeio por Paris.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Reflexões sobre o Natal

O Natal não é uma festa cristã, do jeito que celebramos hoje. Existiam festas pagãs com ceias e trocas de presentes antes do nascimento de Cristo, muito parecidas com nossos ritos atuais. Há até quem diga que Cristo não nasceu em dezembro e sim em abril. Seria então ariano ou taurino e não sagitariano. E teria morrido próximo a data do seu aniversário de 33 anos, também em abril.

Por que o Natal se reduziu a pinheiros, presentes e papais-noéis? Por que esse desejo coletivo incontrolável por i-pods, i-pads, i-pigs e outros ais?...Em janeiro, vira tudo um ai-meu-deus-como-vou-pagar-o-cartão?
Está bem, mas o Natal também é uma festa família. As pessoas se reúnem ao redor da mesa. Muitas vezes pela primeira e única vez no ano. E que seja. Antes isso do que nem isso.

Normalmente ficamos mais sensíveis, mais solidários, mais generosos. Também ficamos mais estressados, mais comilões, beberrões e perdulários... Fazer o quê? Como resistir?

Esta semana uma professora de Yoga me questionou sobre o sentido do Natal. Passei os dias seguintes refletindo sobre o que ela me disse. Afinal, por que damos presentes massificados e industrializados? Por que não damos mais cartões escritos a mão e peças de artesanato feitas por nós mesmos? Um potinho de geléia decorado com um lacinho ou um sabonete pintado a mão? Por que complicamos o que deveria ser tão simples?

Não deu tempo de refazer meus presentes, mas decidi não comprar árvore de natal este ano. Afinal, moro no nordeste Brasil. Aqui não tem pinheiro! Nem neve! Vi um de verdade num supermercado e quase comprei. Mas quando cheguei perto, achei-o tão frio, tão feio e tão agressivo. O pinheiro de natal tem espinhos! Como pode? Quero uma árvore que me abrace e acalente e não que me agrida!

Mas,  como gosto de enfeitar a casa para o Natal, acabei comprando uma planta. Muito bonitinha até. Enchi minha plantinha de bolas coloridas, com a ajuda das pessoas queridas que Deus pôs no meu caminho. Ficaram lindas! Estão parecendo laranjas psicodélicas. Adorei!

Havia árvore de natal no estábulo em que Jesus nasceu? Certamente não. Tampouco havia bolas coloridas, faixas e pinheiros. Havia só a luz da Lua, que imagino cheia. As estrelas no céu e os pastores na terra. Ovelhas, bois, vacas e pessoas de boa vontade.

Havia os três Reis Magos. Somente esses deram presentes ao menino-Deus. Ouro, incenso e mirra. Cada um deles ofereceu o que tinha de melhor. Esse deveria ser o sentido do Natal.

Seria bom voltar a simplicidade. Seria possível? Sugiro fazer um Natal mais calmo. Menos presentes, mais abraços. Troquemos os presentes por um novo futuro. O desperdício pela solidariedade. A correria pela Paz! O falatório pelo diálogo. Ao invés de comer e beber até cair, assistir ao nascimento do Sol e agradecer ao Divino pela maravilhosa experiência que é viver.
Feliz Natal para todos! Feliz Celebração da Vida! Feliz Renascimento da Esperança!