segunda-feira, 17 de junho de 2013

17/06/2013 - Nada será como antes amanhã

Vamos mudar a data da Independência do Brasil!!


17/06/2013 - O dia em que o Mundo parou para ver o verdadeiro Poder que emana do Povo.


Um misto de orgulho e receio.

Sabemos que historicamente todas as manifestações populares terminam ou em massacre de corpos ou de ideias. Que dessa vez não seja assim!

Eu vi dois momentos históricos: Primeiro, a abertura Política e as Diretas Já. Em seguida, o movimento dos cara-pintadas. Todos legítimos. Demos belas aulas de Democracia com "D" grande para todo mundo.

Mas nada. NADA se compara ao que está acontecendo hoje. Que lindo esse movimento espontâneo de uma juventude inteligente, antenada e que não vai mais engolir a corrupção que avassala nosso país.

Tentamos tirar o Renan Calheiros. Ele riu na nossa cara.
Tentamos tirar o Pastor Feliciano. Ele riu na nossa cara.
Tentamos lutar contra o Estatuto do Nascituro. Eles riram da nossa cara.
Tentamos lutar contra o aumento das passagens... Eles deram na nossa cara.

Aí, meus caros, foi a gota d'água!

Que essa meninada mostre aos Governantes que não podem brincar com nosso povo.

Que a corrupção enfim termine e que, acima de tudo, nossa gente aprenda a votar. Pois, de nada adiantará toda essa belíssima manifestação se nas próximas eleições nós colocarmos lá em Brasília os mesmos corruptos de sempre.

Gostaria de saber como Dona Dilma está vendo tudo isso da Alvorada da sua Sala de Jantar....

Como Renan Calheiros e Felicianos da vida, que riram de nós estão vendo tudo isso?

Boa noite a todos. E que Deus ilumine nosso amanhã!

Para saber mais - Acessem:
Jus Brasil
#Vem Pra Rua - versão Soft Rock
#Vem Pra Rua - versão Hard Core
Carla - No, I'm not going to the World Cup
Documentário completo: A caminho da Copa
Movimento Passe Livre

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Assunto sério - Estatuto do Nascituro - reescrito

Este texto foi publicado originalmente em 2013. Na época, apesar de ser a favor da vida, estava inclinada a apoiar o aborto em caso de estupro.
Hoje, um pouco mais esclarecida, entendo que o aborto não deve ser uma opção em nenhum caso.

Normalmente meus textos são bem "café com leite". Nada de temas polêmicos ou controvérsias políticas. Mas, hoje vai ser diferente. Usarei o direito de expressar minha opinião.

Quero falar de aborto. De estupro e de violência.

Sou contra o aborto. Em qualquer circunstância. 

Sou a favor da vida. Embora muitas vezes ela chegue de forma abrupta, violenta e cruel. Acho a concepção um milagre e acredito que há vidas em outro plano esperando a oportunidade de virem ao mundo para aprender ou ensinar.

Não me atirem pedras! Deixem-me continuar o raciocínio.

O tema é Moral, não Político.

É a mulher é quem vai enfrentar as consequências da sua escolha, seja manter ou interromper a gravidez. Uma decisão muito difícil, via de regra assumida com pouco ou nenhum apoio do co-causador do infortúnio.

Uma mulher estuprada precisa de apoio, de compreensão, amor e muito, muito cuidado. Não é ela a criminosa! Não enquanto se puser ao lado da vida. Um aborto não apagará as marcas da violência, mas somente a propagará por séculos sem fim. Assim como o apagar das evidências não inocenta o condenado.(9

Pergunte a qualquer mulher. Ela há de preferir a morte. O estupro é morte em vida. Morre a inocência, morre o afeto. Cresce a vergonha, o medo e o nojo. E se como consequência desse horror se gerar uma criança, o trauma será ainda maior.

Pense numa menina de nove, dez, onze anos. Pense que foi estuprada. Pense que engravidou..... Agora, pense que é sua filha, ou irmã...Pense que foi você!

Se ela for valente o suficiente para enfrentar tudo isso, gerar e amar esse filho dará mostras de muita fibra moral e demonstrará a verdadeira face da Caridade. Ela vai precisar de muito apoio psicológico e muito carinho da família. E do Estado, que foi incompetente para evitar o estupro. E da Igreja, que tem o dever de acolher a todos.

Vivemos tempos difíceis. Rejeitamos o sofrimento a todo custo, sem saber que muitas vezes ele é a cura. Não queremos sentir dor, somos egoístas e imediatistas.

Não minimizo a dor da mulher violentada e acolho aquela que em momento de desespero decidiu por interromper o fluxo da vida. Não cabem julgamentos, pois a consciência de cada um já é juiz duro o suficente. A esta, o acolhimento ainda há de ser mais necessário, pois a vida lhe cobrará o (desac)ato de fechar a porta ao nascimento de um ser igualmente livre e eterno como si, porém temporariamente inapto a exercer seu livre arbítrio, totalmente vulnerável e dependente da vontade daquela que seria seu canal para mais uma jornada na Terra. 

Não há ação sem reação. Não há escolha sem consequência. Nosso livre arbítrio termina onde começa o do próximo.

Oremos pelas meninas que são estupradas todos os dias por pais, padrastos, irmãos, vizinhos, parentes, desconhecidos, fumadores de crack, padres, pastores e perversos de toda a natureza.

Oremos para que se ponha fim a essa espiral do desespero, onde o álcool e outros vícios explicam atitudes de violência contra a mulher enquanto essa mesma violência é utilizada como razão suficiente para crimes ainda maiores contra quem ainda não pode se defender.

Oremos pelas meninas, pelas moças, pelas mulheres e pelas idosas que todos os dias são violentadas debaixo dos nossos narizes. Dentro das igrejas, nas ruas, nas repartições públicas... Em todos os lugares.

Deus tenha misericórdia de todos nós.

Para conhecer o Estatuto do Nascituro: Estatuto do Nascituro