Pessoal, este é um ano de eleição. Precisamos escolher nossos candidatos com muito cuidado.
O que é importante para você? O que você acha que falta ao Brasil?
Eu acredito que o Brasil tem sérios problemas de infraestrutura. Sinto que estamos "construindo uma casa na areia". Esse pseudo-crescimento não é sustentável, se não houver investimentos na base. Logo logo os gargalos vão aparecer e brecar nosso desenvolvimento.
Onde eu penso que falta alicerce?
1 - Educação - Não quero cotas. Não precisamos de cotas. Precisamos de educação básica de qualidade, para que todos aqueles que queiram estudar possam fazer o curso que desejarem, onde desejarem, desde que se esforcem. Precisamos de universidades de excelência, com infraestrutura decente, para que nossos jovens possam desenvolver seu potencial. Precisamos de parceria público-privada. Universidades públicas e privadas devem entender o que a Sociedade precisa e desenvolver projetos que ajudem o país a crescer.
2 - Logística - Não consigo entender porque um país deste tamanho não é todo cortado por ferrovias. Imaginem se toda a produção pudesse escoar diretamente da fábrica para os portos e dali para outros países.Ou se houvesse pontos específicos, próximos ao mercado consumidor, onde caminhões levariam a carga da estação ferroviária aos devidos pontos de venda e distribuição, por distâncias curtas e em rotas exclusivas. Imaginem!
3 - Transporte de massas - Que vergonha este país não ter metrô ou trem decentes nas suas principais capitais. Que vergonha ver as vias lotadas de carros e motos, perda de tempo no trânsito e consequente perda de produtividade. Em um dia normal, um cidadão normal gasta de 3 a 4 horas no trânsito, para trabalhar 8 horas. Isso é um absurdo!
4 - Energia - Os desafios são muito grandes, mas não são impossíveis. Fomos pioneiros da energia renovável com o Pro-álcool na década de 70. Hoje, os EUA já nos superaram em produção de álcool. E olha que eles usam o milho. Nossa cana de açúcar tem muito mais potencial! Temos biomassa, temos quedas d'água. Temos um potencial imenso!
Sugiro analisarmos com calma as propostas de Governo dos candidatos e escolher aqueles que estão mais alinhados com o que acreditamos ser importante para o Brasil. Depois, cobrar dos eleitos que cumpram suas promessas.
Os textos que você vai encontrar aqui são feitos como seu café. Pode ser um ristretto ou um americano. Pode sair de uma prensa francesa ou de um coador de pano mineiro. Pode ser algo complexo para ser apreciado lentamente ou mais simples, para ser tomado às pressas, sem grandes pretensões. Amargo ou doce. O café pode ser bom ou ruim, mas será feito com atenção e carinho. Aceita um café?
sábado, 24 de maio de 2014
sábado, 18 de janeiro de 2014
Maria de Magdala
Não me atrevo a escrever com conhecimento de causa. Escrevo como pessoa curiosa que leu alguns artigos e livros que mencionam essa intrigante personagem bíblica.
Ela exerce um fascínio muito grande, porque era bonita, inteligente, poliglota e ao que parece, era uma pessoa importante no círculo central do cristianismo primitivo...Em um tempo onde as mulheres sequer podiam entrar no Templo. Muito menos falar em nome de Deus.
No livro Maria Madalena, de Margaret George, que acabei de ler, a nossa amiga é retratada como uma mulher inteligente, a frente de seu tempo, culta e estudiosa. Mas, também atormentada por demônios. E esses demônios, por sua vez, nada mais eram que os antigos deuses pagãos. Cananeus ou egípcios. Todos se apossaram dela e falavam através dela.
Há pequenos erros que julgo serem de tradução no livro, o que me deu vontade de ler o original para confirmar. Além disso, Margaret retrata o conflito de Madalena com Asera e os demais deuses que a afligem de uma forma meio prosaica. Não gostei. Ela descreve os deuses como demônios, narrando os diálogos internos de Maria com essas entidades da mesma forma que um protestante ou um judeu radical narrariam, carregando nas tintas para que tenhamos medo, mas com diálogos meio infantis e forçados. Não sei se ela tentou retratar a visão que os fariseus, aos quais a família de Maria pertencia, ou se de fato ela escreveu assim porque acredita que assim foi. Esquisito.
A narrativa amadurece a partir do momento em que Maria vai a Cafarnaum em busca de cura para seus tormentos. A leitura fica mais interessante. Há referências aos costumes dos judeus e parece haver algum rigor histórico.
Resolvi dar uma chance a Margaret e continuar lendo... Não me arrependi.
O livro vai melhorando conforme a história se desenrola. A narrativa da possessão da Madalena e da sua luta contra os sete demônios no deserto é imaginativa, fantástica e surreal. Mas, prende a atenção.
Sua redenção, seu sofrimento e sua rendição a Jesus são comoventes. Agora estou em Cafarnaum, com Maria, Andre, Filipe, Natanael, Simão Pedro e Judas Iscariotes, que acabou de se juntar ao grupo. Jesus foi ali rapidinho no deserto e já volta...
Após a volta do deserto, o Ministério de Jesus se consolida e Maria se transforma em sua discípula favorita. Não, senhores! Não há sexo transcendental, nem filhos sagrados nessa história. Madalena chega a se confundir e achar que ama o homem por trás do Mestre. Mas este logo a põe em seu lugar. Maria - minha missão é outra. Não posso me deixar levar por paixões humanas, por mais belas e naturais que sejam.
Madalena compreende e segue sendo a mais fiel e diligente das apóstolas, embora os cânones não a reconheçam. No surprises... Foram escritos e selecionados por homens...
Daí em diante toda a narrativa se parece muito com o Evangelho de Mateus, só que contado sob o ponto de vista da Madalena. Por curiosidade, voltei para ler a Bíblia e checar os paralelos. Por nostalgia, fiquei pensando em como o Cristianismo ter sido puro e honesto em suas origens. As pessoas pareciam estar mesmo dispostas a viver o "Reino de Deus". Segundo os relatos, eles viviam em comunidades e quem tinha um pouco mais repartia com quem tinha menos. Eles se apoiavam mutuamente. Eram hospitaleiros, honestos e decentes. As mulheres eram respeitadas e todos tinham pouco, mas o suficiente. Todos tinham esperança, pão e roupa. Um lance assim, meio hippie... Me deu vontade de fugir para uma comunidade Copta dessas e viver de frutos secos, pão e azeite de oliva...Uma casinha na montanha...Ações de caridade e orações todas as noites...Não seria nada mal....
Fico me perguntando porque uma religião que prega o amor se corrompeu tanto ao longo dos anos. O que Jesus diria se visse seus seguidores hoje em dia.?...Ficaria decepcionado? Será que um dia o Cristianismo voltará as suas origens? Quem sabe....É tudo muito controverso....
Para quem gosta de ler....
Ela exerce um fascínio muito grande, porque era bonita, inteligente, poliglota e ao que parece, era uma pessoa importante no círculo central do cristianismo primitivo...Em um tempo onde as mulheres sequer podiam entrar no Templo. Muito menos falar em nome de Deus.
No livro Maria Madalena, de Margaret George, que acabei de ler, a nossa amiga é retratada como uma mulher inteligente, a frente de seu tempo, culta e estudiosa. Mas, também atormentada por demônios. E esses demônios, por sua vez, nada mais eram que os antigos deuses pagãos. Cananeus ou egípcios. Todos se apossaram dela e falavam através dela.
Há pequenos erros que julgo serem de tradução no livro, o que me deu vontade de ler o original para confirmar. Além disso, Margaret retrata o conflito de Madalena com Asera e os demais deuses que a afligem de uma forma meio prosaica. Não gostei. Ela descreve os deuses como demônios, narrando os diálogos internos de Maria com essas entidades da mesma forma que um protestante ou um judeu radical narrariam, carregando nas tintas para que tenhamos medo, mas com diálogos meio infantis e forçados. Não sei se ela tentou retratar a visão que os fariseus, aos quais a família de Maria pertencia, ou se de fato ela escreveu assim porque acredita que assim foi. Esquisito.
A narrativa amadurece a partir do momento em que Maria vai a Cafarnaum em busca de cura para seus tormentos. A leitura fica mais interessante. Há referências aos costumes dos judeus e parece haver algum rigor histórico.
Resolvi dar uma chance a Margaret e continuar lendo... Não me arrependi.
O livro vai melhorando conforme a história se desenrola. A narrativa da possessão da Madalena e da sua luta contra os sete demônios no deserto é imaginativa, fantástica e surreal. Mas, prende a atenção.
Sua redenção, seu sofrimento e sua rendição a Jesus são comoventes. Agora estou em Cafarnaum, com Maria, Andre, Filipe, Natanael, Simão Pedro e Judas Iscariotes, que acabou de se juntar ao grupo. Jesus foi ali rapidinho no deserto e já volta...
Após a volta do deserto, o Ministério de Jesus se consolida e Maria se transforma em sua discípula favorita. Não, senhores! Não há sexo transcendental, nem filhos sagrados nessa história. Madalena chega a se confundir e achar que ama o homem por trás do Mestre. Mas este logo a põe em seu lugar. Maria - minha missão é outra. Não posso me deixar levar por paixões humanas, por mais belas e naturais que sejam.
Madalena compreende e segue sendo a mais fiel e diligente das apóstolas, embora os cânones não a reconheçam. No surprises... Foram escritos e selecionados por homens...
Daí em diante toda a narrativa se parece muito com o Evangelho de Mateus, só que contado sob o ponto de vista da Madalena. Por curiosidade, voltei para ler a Bíblia e checar os paralelos. Por nostalgia, fiquei pensando em como o Cristianismo ter sido puro e honesto em suas origens. As pessoas pareciam estar mesmo dispostas a viver o "Reino de Deus". Segundo os relatos, eles viviam em comunidades e quem tinha um pouco mais repartia com quem tinha menos. Eles se apoiavam mutuamente. Eram hospitaleiros, honestos e decentes. As mulheres eram respeitadas e todos tinham pouco, mas o suficiente. Todos tinham esperança, pão e roupa. Um lance assim, meio hippie... Me deu vontade de fugir para uma comunidade Copta dessas e viver de frutos secos, pão e azeite de oliva...Uma casinha na montanha...Ações de caridade e orações todas as noites...Não seria nada mal....
Fico me perguntando porque uma religião que prega o amor se corrompeu tanto ao longo dos anos. O que Jesus diria se visse seus seguidores hoje em dia.?...Ficaria decepcionado? Será que um dia o Cristianismo voltará as suas origens? Quem sabe....É tudo muito controverso....
Para quem gosta de ler....
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