quarta-feira, 3 de maio de 2017

Peleja 29/04/17



"Tô indo ali me embrenhar no mato, subir ladeiras até perder o fôlego, descer com o vento na cara, abraçar um pé de cansanção, me enrolar em tiriricas, atravessar mangues e tomar banho de lama...!"

Este foi o prólogo desta história. Mal sabia eu que era quase uma profecia! Foi Peleja pura e aplicada!

A Peleja das Penélopes do Agreste - 29/04/17

Desde 2013 tenho mantido minha dupla com Vand. Marido, companheiro, amigo e parceiro de maluquices. Mas, desta vez, ele foi compor quarteto com os Aventureiros do Agreste. Uma bela oportunidade de correr uma prova longa e com tantos atletas experientes. 

Como ficar de fora não estava nos meus planos, fui logo atrás de equipe. Não demorou para achar parceria. Luciana Kroger, formada na Escola de Aventura do Agreste, valente, mulher, mãe e microempresária, topou correr comigo! Que alegria! Penélopes do Agreste nos 45km!

Devido as correrias do trabalho, nosso planejamento foi por telefone mesmo. Fizemos uma "conference call" e repassamos o checklist: Comida - Tem para a equipe toda dos Aventureiros! Primeiros socorros- Tem! Equipamentos - Tem! Garra, sanguenozóio e disposição? - Tem pra gente e para quem mais precisar! Essa Luciana Kroger é um Almoxarifado ambulante! O que você pensar, a guria já pensou antes e tem até para vender!

Já em Cachoeira, participamos do briefing no cinema da cidade. Lu Kroger demonstrou ser muito esperta na navegação e cheia das tecnologias. Com ela aprendi a usar o escalímetro. Eu, navegadora roots, ainda sou do tempo de medir distância com bússola e linha! Logo vi que já está na hora de modernizar....rsrsrs.

Decidimos que ambas íamos navegar, por isso solicitamos um mapa extra. Cada uma fez suas devidas marcações. Eu fiquei responsável pelo racebook. Lu, pelas medições precisas. Todas as decisões eram estudadas e compartilhadas, como deve ser em uma equipe. Nossa interação foi tão natural que nem parecia que era nossa primeira provas juntas!

Como não poderia deixar de ser, onde eu estiver, falaremos sempre de Segurança. É fundamental uma boa análise de risco para antecipar alternativas caso algo fuja ao planejamento: O que pode dar errado? Em que momento da prova estaremos quando anoitecer? Temos comida, água e iluminação suficiente? Qual é a parte mais difícil do mapa? Onde nossa chance de errar aumenta? O que faremos neste caso? Temos os medicamentos necessários? 

O único item que não previmos foi a questão de segurança pública, mas essa, pegou todos nós de surpresa. Parte triste da história, que explico mais tarde.

Voltemos ao que interessa! A princípio, achei a navegação tranquila. O mapa não tinha muitos detalhes, as trilhas eram "sujas", mas, pareciam bem referenciadas... Tinha rio, tinha curva de nível....Claro que não íamos nos perder!

Tolinha.....Nunca subestime um mapa de fundo branco...

Tá vendo ele ali do lado? Foi nessa delícia que a gente se meteu!

O local da prova: Cachoeira. Cidade do Recôncavo, à beira do Rio Paraguaçu. Rica de história, belas ruínas, igrejas centenárias e uma vegetação super abundante. Uma beleza de lugar, com tudo que um aventureiro gosta: Montanhas, muito mato, mangue, rio, sapo, aranha, mosquito, mais mosquito.......

Cidade outrora próspera, tinha trem de passageiros e tudo. Costumava receber a corte do Imperador. Tem uma ponte com partes importadas de Londres! Um luxo! Mantém seu charme de aristocrata, embora seu povo seja simples e desconfiado.

Na concentração para a largada um sonzaço de primeira! Os auto-falantes berravam a voz aguda do Brian Johnson - era AC/DC dando uma prévia do que seria a prova..

"I'm on my highway to hell, On the highway to hell. Highway to hell. I'm on the highway to hell.... "

Pontualmente às 16:00, largamos correndo em direção ao rio, para cerca de 400 m de travessia. Foi tudo tão rápido que nem deu tempo de ficar nervosa. Quando eu vi, a largada já tinha rolado e eu estava lá, correndo no meio do povo. 

A travessia não foi fácil. Todo mundo embolado na água, com colete, tênis e aquele horror de roupa que a gente usa em corrida. Bons nadadores logo se destacaram. Os mortais comuns, foram logo se distanciando e eu estava entre eles. 

Tinha bastante correnteza para vencer e o rio não é nada limpo neste trecho. Era muito importante não beber água! Procurei me concentrar para não ficar sem fôlego e não me apavorar, mas o deslocamento não foi nada fácil. 

Lu Kroger, minha intrépida parceira, nada bem direitinho. Ainda me deu umas dicas de como nadar "sapinho" de costas! Modalidade nova para mim e bem eficiente. Cansa menos e desloca bastante. Mesmo assim, ainda precisei de uma mão, ou melhor, dos pés do Gaia. Que sujeito bruto! Conseguiu me rebocar um bom pedaço e ainda voltou para ajudar o seu parceiro, o Arnaldo que estava bem para trás nesta hora.

Muito solidária, Lu ficou tensa pelo pessoal que estava com mais dificuldades. Ficamos todos, porque a correnteza era mesmo forte, mas os organizadores têm juízo. Eles estavam lá na margem para ajudar quem precisasse! 

Vamos correr, que ainda tem muita Aventura pela frente!

Confiantes, saímos trotando de volta ao ponto de partida para se equipar e pedalar. Diana nos ofereceu um energético geladinho lá do patrocinador, que engolimos em dois tempos! Estávamos muito empolgadas. Eu já tinha até esquecido a correnteza. Só queria saber de pedalar.

Pedalzinho tranquilo até o Engenho onde estava o PC-1. Ladeirinhas gostosas de subir e de descer. So far, so good.. Nessa vibe, terminaremos a prova em 6 horas (doce ilusão essa minha....). Chegamos na maior animação! Comendo trilha e querendo mais!

Achar o primeiro PC dá um alívio danado! Renovadas as forças, mais uma revisada no mapa e vamos para o próximo desafio: PCV-2 - Uma igrejinha no alto da trilha.

A ladeira do putaquepariu

Vixe... Tem uma subidinha aqui.... uma, duas, três, quatro curvas de nível! Chamando nas panturrilhas, fomos subindo, subindo, subindo..... Afe que vou me estourar antes do quilômetro 10! Assim não dá..... 

Eis que vejo uma curvinha, e um alento! Luuuuu, acho que acaba ali depois da curva! 

- É mentira sua! Responde, malcriada a minha parceira.... Acabando uma ova! Putaquepariu!

Assim, nossa dupla é. Mais Agrestes que Penélopes. Educadas, finas, cultas.....valentes, brabas e palavrudas!

Mas, eram só quatro curvas de nível. Deve estar acabando..... 

- Já contei umas oito! Putaquepariu de novo! Essa desgraça não acaba! A essa altura, já vínhamos empurrando a bike e confabulando quem seria capaz de subir aquela porra toda pedalando... Eu pensei em Maurão, mas Lu Kroger apostou em Alan Pedreira...

Eu quero é prova! Que ladeirazinha miserável! Mandem fotos e vídeos, que só acredito vendo!

Arrependi-me dos meus pecados e palavrões quando achamos a igrejinha. Graças a Deus! Obrigada, Senhor! Deus Abençoe!

Ali, encontramos dois coleguinhas de corrida e eles fizeram essa fotinha simpática pra nóis. 

Após comer e rezar, que amar tá difícil, seguimos para a primeira transição. As ladeiras continuaram, mais descendo que subindo, desafiando minha parceira, que adooooora uma descida! (#sqn....)

O Homem da Mula
Sempre que a trilha encontrava um cruzamento, parávamos para navegar. Isso ajuda a confirmar se estamos no caminho certo. Numa dessas curvas de caminho, encontramos um pitoresco senhor montado em sua mula de carga...Parecia um personagem de livro de Guimarães Rosa....

Oh, moça. "ceis" tão fazendo o quê aqui? Eu tô achando que vocês são estranhas.... - Disse o moço desconfiado, bloqueando a saída da direita com sua mula, meio que sem querer nos deixar passar.

-Estamos numa corrida moço. 

- E esse mapa aí, é pra quê? "Ceis tão indo aonde?"

- Ói moço, temos que achar uns pontos aqui e encontrar nossos amigos. É uma brincadeira....

Muito sério e parecendo preocupado, o homem se limitou a dizer: Hummm.....Mas, num é por aqui não.... O povo seguiu foi pra lá.... Disse o gentil sertanejo apontando o lado certo do estradão, confirmando nossa navegação. Estávamos no caminho certo!

Fico imaginando o que esse moço pensou... Duas doidas. Dois pontos cor-de-rosa, andando na mata, à noite. Sem um jegue! Sem uma mula! Sem um cachorro pra acompanhar! E nessas bicicletinhas aí....Já pensou? Como é que pode??? Num tem o que fazer???? Ehhh laiá...

Refletindo sobre jegues, mulas e vida no interior, seguimos nossa jornada. Achamos o clima meio hostil... Acho que o povo não estava muito curtindo a nossa presença ali, não...mas, enfim. Pedindo proteção a Deus, e licença aos donos da terra, seguimos nosso rumo.

Ainda achamos mais um desconfiado, quando entramos na trilha do PC 03 - Tem certeza que vão entrar aí? Não tem saída! Não tem nada lá.....Mas, entrou uma renca de gente aí.....Não sei o que estão fazendo nesse mato...

- É aqui mesmo, moço! Fique tranquilo! A gente não tá perdida não... Por onde eu passava, dava boa noite pra quem eu visse pela frente. Se a gente se perdesse ia ser fácil de resgatar! Quem? Aquelas duas malucas de rosa?? Passaram por aqui sim, fazendo a maior zuada!

Chegamos na transição já por volta das 19:00. A galera da organização nos recebeu no maior astral! Incrível como a chegada a um PC renova as forças da gente. Eu até esqueci das panturrilhas, dos jegues e do Guimarães Rosa. Mais rápido que depressa tratei de trocar as sapatilhas pelos tênis. Outros corredores cumprimentavam a gente! Afinal, havia pouquíssimas duplas femininas. Só de estar ali, já era uma grande vitória!

Ana Paula Mattos tirou umas fotos ótimas da gente! Olha a nossa cara de feliz!!!
Na saída para o trekking, para a fase do Rogaine, quase a gente se atrapalha. Vimos uma dupla se embrenhando no mato e fomos induzidas a segui-los. Lu Kroger, mais uma vez muito atenta desconfiou... Êpa! Péra... não é por aqui não. Vamos orientar esse mapa, Lucy! E fazer os devidos azimutes. A gente sabe navegar!!!

Nesta etapa teríamos que pegar 4 PCs virtuais. Eram simpáticas plaquinhas escondidas no mato. A navegação à noite, com mapa 1:50.000 e com pouquíssimas referências foi um baita desafio. Valei-me mestre Agnaldo, que aqui não tem azimute certo!
Divertido foi ver a minha bússola ficando doidinha quando passamos perto da cerca elétrica. Efeito do eletromagnetismo.... Se afeta a bússola, será que afeta a gente? 

E o astral (baixo ou alto) de quem está ao nosso redor.. Será que afeta nossa orientação interna???? Sei lá... Fica aí a reflexão...
Uma vez entendido o mapa, tomamos nosso rumo certo para o primeiro PC do trekking. Trilhas muito irregulares exigindo contagem precisa de passos e muita atenção. Lu conta passos como ninguém! Estou impressionada! Ao menor coaxar de sapos eu já me perdia nas contas...Ela fazia as conversões de cabeça e eu só fazia concordar. Quem consegue fazer regra de três em plena trilha e à noite??? Lu Kroger consegue! 

Um pequeno errinho e formos parar em um pedaço de trilha que nos afastava do PC-1, mas logo detectamos o desvio e voltamos para o caminho. Estávamos andando em cima do mapa! Não demorou para achar o PC-1 que estava numa fontezinha. Lindo leve e fresco, esperando por nós. 


Contando passos de forma milimétrica, não demorou muito para acharmos a casa que servia de referência para ao PC-2. A ruína, prevista no mapa foi mais difícil. O mapa tinha uma...mas, no mundo real tinha váaaaarias. Lu chegou a desconfiar que poderia estar mais adiante, mas ficamos ainda na dúvida.

Aí foi minha vez de navegadora roots.... Esqueça o escalímetro, até porque todas as minhas marcações se apagaram...Deixa eu medir esse troço aqui de novo com a bússola... Hummm.... Não é aqui.... Dá mais uns 250 metros... É mais para lá mesmo, Lu!  Sua intuição estava certa! Vamos lá!

Achamos o fantasmagórico casarão abandonado. Parecia cenário de filme de terror, com morcego e tudo! Por puro instinto, resolvi não entrar na ruína pela porta principal. Antes, resolvi dar uma espiadinha no quartinho à esquerda de quem entra. Lá estava nossa querida plaquinha!!!! Que linda!

O bicho pegou com força entre o PC-2 e o PC-3. A trilha deveria vir beirando o rio, mas ela resolveu sair para passear justo na hora que nós mais precisávamos dela!! . Ou foi apagada pelo Curupira.... sei lá... Atacamos tudo o que se parecia com trilha por cima, por baixo, pelo meio, pela diagonal... Depois, tudo de novo no sentido inverso e nada de PC!!

Quando estávamos completamente enganchadas em um matagal de dar gosto, encontramos a dupla dos Caveirões. Dois moços muito simpáticos que se perderam por ali. A trilha era tão íngreme que na hora de descer, teve que rolar um esquibunda! O mato, os mosquitos e outros bichos não identificados iam entrando pela roupa da gente e resolviam ficar por lá. Senti um alien andando nas minhas costas e arranquei-o dali com a mão, sem nem olhar. Não estava muito querendo muito saber de que planeta ele era...

Lu deu umas quinze topadas trilha acima e trilha abaixo. Sempre com o astral em alta, ela repetia "É o que eu sempre digo - até uma topada nos empurra para frente".

Na décima sexta topada, ela só me perguntou: Lucy, o que é mesmo que eu digo sobre topadas?? - Que até uma nos empurra para frente? Perguntei - Não! Essa aqui a gente diz é  putaquepariu mesmo! Putaquepariumeupé!!!!!!!

Intrépidos, íamos rasgando mato com os dentes, se preciso fosse. Estávamos determinados a achar aquele PC. Torturamos todas as trilhas até elas confessarem a localização do PC-3, mas não adiantou. O universo conspirou contra. Não era nosso dia de achar aquele PC.

Estudando o mapa, eu vi que o PC-3 deveria estar numa trilha que nasce no rio e sobe perpendicular a ele, rumo a uma curva de nível. Não poderia estar muito longe do rio. Assim, começamos a farejar o rio pra cima e pra baixo atrás da bendita trilha. Algumas ruínas começaram a aparecer. Eu espremia o mapa até ele me dizer alguma coisa, e nada... Será que esse cocozinho de mosca aqui do mapa não é essa ruína????? 

Já tínhamos desistido de procurar e estávamos rumo ao PC-4, na intenção de, após batê-lo, navegar de volta para o 3. Foi quando encontramos os Caatinga Trekkers. Duas duplas que já tinham pego o PC-4 e estavam fazendo o mesmo que planejávamos. Sem marcar distâncias e sem azimute, resolvemos segui-los. Perde-mo-nos com força! Com muita força mesmo!

Atenção novatos! Nunca percam a fé no mapa e nunca, nunca mesmo abandonem a navegação. Tentativa e erro é mais erro que acerto! Não dá certo não. Reza para Nossa Senhora da Bússola, porque só o Azimute salva!....

Andamos por dentro do rio com lama até a alma. Conchinhas presas nos galhos secos das árvores do mangue formavam esculturas interessantes e pontiagudas. Saí com os dedos feridos e as unhas do pé em frangalhos..

Ficamos quase sete horas em um trekking que deveríamos fazer em 2! Estimo que andamos uns 30 km. Andamos não. Engatinhamos, rastejamos e xingamos.... muito....tudo que foi nome!

Confabulando entre nossos botões, achamos melhor retomar a estratégia original e ir atrás do 4. Os meninos da Caatinga Trekkers resolveram insistir na busca e nós, decidimos seguir o rio. Só esquecemos de combinar com a trilha....A sacana sumiu de novo. Sabe aquele efeito em que a Matrix é reconfigurada?? Pois é... Foi o fim do programa. Não conseguíamos sair do lugar! E quanto mais voltas a gente dava, mais perdidas.... Vimos  a mesma árvore caída umas quinze vezes. Parecia que ela se mexia e ia atrás de nós. Luciana fez amizade com o lixo e já chamava pelo nome: - Oi, garrafa azul! Você por aqui de novo?. E você, pote de margarina? Vem sempre aqui???. 

Ficamos lá, as duas literalmente plantadas no manguezal. Afundando até o joelho e sem ter como se segurar, pois a vegetação seca, saia fácil em nossas mãos bastando tocá-las.

Menos de uma hora depois, ouvimos a voz dos nossos amigos. A essa altura, já éramos uma só equipe. Perdidos, enlameados e chateados! Mas, mesmo assim, dando risada de tudo. Todo mundo se ajudando num clima muito legal. Era como se tivéssemos levando nossas crianças interiores para brincar.

Achar o PC 4 foi uma glória. Vamos agora voltar e buscar o 3? Quem vai é o coelho! Vamos para a transição que já tem quase 10 horas de prova!!!

Chegando lá tivemos uma grande decepção. Os dois últimos PCs, que deveríamos pegar de bike, foram cancelados devido a um triste episódio. Duas colegas foram assaltadas na trilha e a organização, muito sabiamente, havia resolvido cancelar o trecho final e escoltar os atletas de volta para a chegada. Com o fim da prova, aproveitamos para pegar uma carona no carro de apoio e assim poupar os joelhos de Lu Kroger que ficaram muito maltratados pelo excessivo esforço.

Fiquei triste pelas meninas assaltadas. Graças a Deus, nada de mal lhes aconteceu, fora o susto e o prejuízo (levaram as mochilas com vários equipamentos). 

Os organizadores deram seu melhor para nos oferecer uma prova à moda antiga. Mapa desafiador; terreno difícil; Uma prova que requer muita técnica e concentração. Espero que não desanimem devido a esse episódio isolado. Nós não desanimamos! Já estou me preparando para a Mandacaru!

Estamos em um momento muito difícil no Brasil. Nosso povo está dividido. A violência, a desesperança e as drogas têm roubado nosso espaço. Não podemos desanimar. É preciso cobrar do Poder Público o retornos sobre nossos impostos - sim! Eles existem para servir à Sociedade, e não o contrário. Não é à toa que são chamados "servidores públicos". Queremos policiamento. Queremos paz. Queremos direito de ir e vir!

Queremos de volta o prazer de poder ver o sol nascer na trilha, sem medo de nada. Olha que beleza de cidade! Assim que Cachoeira nos recebeu, às 5 da manhã. Mais de 12 horas de prova! Com muito esforço, determinação e muita coragem. Estou orgulhosa da nossa dupla. Nós fizemos bonito! E a cidade nos acolheu com um belo amanhecer.


Apesar do pequeno transtorno, fiquei muito feliz com nossa prova. Nossa navegação estava indo muito bem. Apesar de não termos achado um PC, difícil até para navegadores experientes, nós entendemos o mapa e estávamos na lógica correta. Sei que faltou um pouquinho mais de prática! O que conseguiremos acumulando mais quilometragem. Afinal, ninguém nasce pronto!

Lu Kroger - você é valente, corajosa e tem tudo para ser uma navegadora de primeira linha. Bora cuidar desses joelhos que você tem muita aventura pela frente!

Espero ver mais mulheres nas corridas. Somos muitas e somos fortes. A gente vai ocupar mais este espaço! Espero que em breve a Federação passe a reconhecer e premiar a categoria feminina para que mais navegadoras se joguem nesse lindo mundo da Aventura!

Uma dica da dona da Pousada onde ficamos: Talvez seja uma boa ideia envolver os guias turísticos locais no mapeamento das provas. Eles conhecem bem os lugares onde dá para passar com segurança. E, quem sabe envolvendo a comunidade, ganhamos mais apoio dos locais... Já que do Poder Público não dá para esperar nada mesmo.... Gostei da ideia e compartilho como sugestão.

Aproveito para agradecer a Dona Eliete, da Pousada Serra de Cachoeira - Lugar maravilhoso, muito aconchegante. Equipe de uma doçura ímpar! Tive uma aula de história e de cidadania com essa dona. Ainda volto lá!

Aos organizadores - reclamei um pouquinho do Rogaine, mas é por que o nível estava mesmo mega blaster difícil. Agora, agradeço porque graças às dificuldades, aprendi horrores. Saímos as duas desta prova mais confiantes como navegadoras  - sei que posso falar por mim e por minha companheira de equipe. Estou ainda mais motivada para continuar correndo. Não desanimem e não parem nunca de organizar provas. Queremos mais Pelejas!

A todos os Aventureiros parabéns por mais esta Peleja - em especial ao Vand, por sua estréia super bacana nas corridas longas.

Nos vemos no Mandacaru!!!

3 comentários:

  1. Amo suas resenhas, Lu! Parabéns pela prova!

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  2. Meninas guerreiras. Parabéns pela excelente prova! Nós vemos por aí...A próxima vou correr!

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  3. Parabéns Lucy e Lu! vcs foram muito bem e será um prazer em ter vcs na Mandacaru! aguardem hehehe

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